Guia de Carreiras – Engenharia naval

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Sobre Guia de Carreiras – Engenharia naval

Guia de Carreiras – Engenharia naval

Após um período de crise, a engenharia naval brasileira tem vivido um momento de aquecimento. Com a ampliação da indústria naval no Brasil, além da exploração de recursos naturais – como petróleo e gás natural – no mar, o número de profissionais da engenharia naval está escasso no país. São poucos aqueles que estão aptos a projetar navios, plataformas petrolíferas e outros tipos de embarcações.

Estima-se que, somente nesta década, o Brasil construirá mais de 200 novas embarcações de grande porte. As informações são do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Para desenvolver estas embarcações, os engenheiros navais devem ter um grande conhecimento de informática, pois são utilizados diversos softwares complexos para o desenho das embarcações. Os estaleiros também necessitam de programas de computador para auxiliar no levantamento de problemas e nas inspeções.

Formação

O curso de engenharia naval tem duração de cinco anos. Destes, dois são dedicados ao ensino de disciplinas elementares, como química, física, computação e matemática. Nos anos seguintes, o foco se dá em disciplinas comuns da engenharia, como termodinâmica, resistência de materiais e mecânica de fluidos. No período final do curso entram também as disciplinas próprias da profissão, como estruturas navais, transporte aquaviário e hidrodinâmica.

Disciplinas no curso

A disciplina de hidrodinâmica é uma das mais importantes do curso. É através dela que os estudantes compreendem o funcionamento de estruturas dentro da água, como propulsores e motores, além das próprias plataformas instaladas em alto-mar. Segundo Carlos Padovezi, que dirige o Centro de Engenharia Naval do IPT, o curso de engenharia naval faz com que os estudantes compreendam o sistema de maneira global.

O melhor curso de engenharia naval no Brasil, segundo o Guia do Estudante, é o da UFRJ, no Rio de Janeiro. A USP também oferece graduação completa em engenharia naval. Outras instituições, como UFPA e Furg, oferecem cursos mais específicos na área. A UFPA possui graduação em engenharia naval com ênfase nas hidrovias, enquanto a Furg oferece o curso de engenharia mecânica naval.

Em 2011, a UFPE, em Recife, inaugurou o curso de engenharia naval, oferecendo inicialmente 20 vagas. A partir de 2012, estudantes que se formaram em outros setores da engenharia puderam ingressar neste curso para fazer uma especialização. De acordo com Ana Rosa Primo, coordenadora do curso da UFPE, a graduação foi criada para suprir uma demanda local, pois Pernambuco possui um estaleiro em funcionamento e poucos profissionais na área.

Mercado de trabalho

Devido à escassez de profissionais qualificados, os salários iniciais para engenheiros navais costumam chegar à casa dos R$5 mil por mês. Os principais empregadores do setor são a Petrobrás e os estaleiros. No IPT, que se dedica à pesquisa na área, os engenheiros navais trabalham com profissionais de outros ramos, como tecnólogos em navegação fluvial e físicos. No instituto é analisado, por exemplo, o comportamento de navios e de plataformas em turbulências, como ondas fortes.

Estes ensaios costumam durar até dois meses, entre a construção de modelos para testes, as preparações preliminares e os testes em si. Os protótipos são construídos por um robô que custa mais de R$1 milhão.

Fotos

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