Fusão Banco Real e Santander

Fusão Banco Real e Santander

Fusão Banco Real e Santander

A junção de duas grandes empresas inevitavelmente irá afetar a economia do país e, consequentemente, a vida do cidadão comum. Em se tratando de bancos, que estão muito inseridos na nossa rotina, a influência é ainda mais perceptível. Em 2007, o grupo Santander anunciou a compra do Banco Real, em uma negociação que foi fechada pelo valor de 71 bilhões de euros.

Operação de peso

O presidente do Banco Real na época, Fábio Barbosa, foi também escolhido para ser o responsável da operação de fusão. Segundo ele, a expectativa era de transformar o conglomerado em uma das três maiores empresas financeiras do Brasil. Entretanto, o período de ajustes nos anos seguintes se tornou mais problemático, resultando em pelo menos quinhentos funcionários demitidos. Na prática, saíram prejudicados os trabalhadores, enquanto os grandes empresários faturaram.

Ações no mercado financeiro

Pouco tempo depois, outras empresas bancárias começaram a reagir. Em novembro de 2008, os bancos Itaú e Unibanco também anunciaram fusão. O negócio foi influenciado pela junção anterior, tentando evitar erros ocorridos anteriormente. No caso da união Santander com o Banco Real, os clientes reclamaram de um sistema de internet lento, bem como sustos de ter sua conta zerada por alguns dias. Fernando Martins, que é vice-presidente executivo de Comunicação e Interatividade do Santander, na época admitiu os problemas no início da adaptação, mas afirmou que eles estavam mais ligados aos problemas técnicos. “Tentamos resolver tudo com o máximo de rapidez, priorizando as necessidades dos clientes”, finalizou. Em 2010, as agências físicas do Banco Real começaram a ser oficialmente substituídas pelas do Santander.

Situação atual

A compra resultou num impulso do Santander, que ficou com mais de vinte e um milhões de clientes e mais de cinqüenta mil funcionários. A participação no mercado financeiro brasileiro chegou a quinze por cento. E apesar das crises financeiras mundiais, os bancos estão de olho no Brasil. “No caso do Santander, vinte e cinco por cento dos nossos lucros estão ligados ao país”, afirma Marcial Portela, presidente do Santander desde março de 2011.

Desde o começo do ano, entretanto, o banco vem passando por uma série de mudanças. Começando pela presidência, que desde 2007 era de Fábio Barbosa e agora é de Portela, espanhol de confiança do presidente mundial da marca, Emilio Botín. Além disso, cargos executivos passaram por trocas. Esse tipo de inconstância vem preocupando o mercado financeiro como um todo. Já no início da fusão, o objetivo era se tornar o maior banco do Brasil, mas o Santander continua imóvel na terceira posição desse ranking.

Com essa estagnada, o valor das ações mundiais da empresa caíram. E para os clientes, ainda há vestígios de insatisfação. Com a finalização da fusão, dados importantes e sigilosos estão sendo transferidos, mas não sem resultar em dores de cabeça. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), as reclamações aumentaram muito em relação aos anos anteriores, principalmente na área tecnológica do internet banking e na parte de atendimento ao cliente. O vice-presidente executivo de meios do Santander, Angel Agallano, respondeu às críticas afirmando que todos os problemas são resolvidos em um prazo de até 48 horas.

Fotos

Confira Fotos da Fusão Banco Real e Santander:

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