Servidores das Universidades aderem a greve dos professores

Servidores das Universidades aderem a greve dos professores

Os servidores das Universidades federais também estão em greve. Desde segunda-feira, 11, a categoria optou por aderir a greve dos professores por tempo indeterminado. A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Universidades Brasileiras foi quem fez o anuncio do inicio de greve.

Os professores que já contabilizam mais de 53 dias de greve ganham mais corpo em seu movimento grevista, com o apoio da categoria dos servidores. Os professores das Universidades Federais estão em greve desde o dia 17 de maio, por desacordo com Ministério da Educação quanto as reivindicações.

Os servidores querem um aumento do piso salarial estipulado em 22,8% e correção das pendencias de carreira, que esta defasada desde 2007. O atual piso dos servidores das universidades federais é de R$ 1.034. No ano passado servidores entraram em greve e permaneceram quatro meses paralisados, no entanto não houve acordo nas negociações.

O Ministério da Educação informou em nota oficial, logo no inicio do aviso de greve, que não iria se pronunciar sobre a paralisação dos servidores. O dirigente do Sindicato dos servidores da universidade de Sergipe, Gentil Melo, informou que a greve foi a melhor forma encontrada pelos servidores para conseguir chamar atenção para a categoria.

A adesão a paralisação dos servidores varia entre as universidades, Gentil Melo informou que a decisão pela greve se deu porque o governo não avançou nas negociações com a categoria. Os servidores haviam estipulado um prazo para a apresentação de propostas pelo governo, no entanto elas não foram realizadas.

Na Universidade Federal de Minas Gerais candidatos aprovados par ao segundo semestre não podem se matricular na instituição, pois a greve atingiu os técnicos do setor administrativo. A Universidade Federal de Ouro Preto também esta com atividades paralisadas por conta da greve dos servidores.

A greve atinge servidores em todo o país, em Brasília a UnB esta com diversas atividades suspensas. No Paraná a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná também estão paralisadas, principalmente por conta da instalação da Empresa Brasileia de Serviços Hospitalares, que ira gerir os hospitais universitários em todo o país.

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