Guia de Carreiras – Medicina

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Sobre Guia de Carreiras - Medicina

Guia de Carreiras – Medicina

O curso de medicina é um dos mais tradicionais do ensino superior. E, desde sempre, é um dos mais concorridos. Ou seja, além de ter vocação para a área, é preciso estudar muito para entrar no curso de medicina. Por outro lado, quem se forma em medicina tem emprego garantido. De acordo com Flávio Henrique Costa, professor da Faculdade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, a taxa de desemprego em medicina, no Brasil, é zero.

Flávio se especializou em neurologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e, de acordo com ele, o mercado para médicos está aquecido em todas as áreas. Estima-se que existam 350 mil médicos no Brasil, enquanto deveria haver, no mínimo, 500 mil. O maior empregador de médicos é o poder público e, ao mesmo tempo, este também é o setor com maior carência de profissionais. As áreas que mais sofrem com ausência de profissionais são as de assistência básica, como o programa governamental Saúde da Família. Cidades interioranas também costumam ter dificuldades em encontrar profissionais, apesar dos bons salários oferecidos.

Formação

A medicina é, provavelmente, a área mais difícil para a formação profissional. Além das dificuldades do processo seletivo e do curso em si, um aspirante a médico precisa ter em mente que demorará entre nove e onze anos para se tornar especialista em alguma área. Flávio Costa afirma que esta é uma carreira desgastante. Portanto, a vocação é essencial. Além dos aspectos técnicos da profissão, os médicos também precisam possuir características humanistas, como a vontade de ajudar e a solidariedade.

A graduação em medicina dura seis anos. Nos primeiros anos, os acadêmicos têm disciplinas básicas, como bioquímica, biologia e anatomia. Durante o terceiro e o quarto anos são oferecidas as matérias cirúrgicas e clínicas. É neste momento que o acadêmico começa a ter contato com pacientes. Nos anos finais de curso, os estudantes passam a maior parte do tempo atuando nos hospitais universitários, período também conhecido como internato.

Pós-graduação em Medicina

Após a graduação, os acadêmicos optam pela pós-graduação ou pela residência médica. Esta é escolhida pela grande maioria dos graduados. Na residência, os recém-formados passam por uma carga horária semanal de 60 horas em hospitais públicos, onde desenvolvem a especialização escolhida. A residência tem duração mínima de dois anos, mas, em algumas áreas, como a neurologia, pode chegar a cinco. Os acadêmicos têm a opção de atuar como médico generalista após a graduação, o que dispensa a necessidade de residência médica. Contudo, segundo Flávio, poucos optam por não continuar estudando.

Os melhores cursos de medicina do país, de acordo com o Guia do Estudante, são os da UnB (Brasília), Unesp (Botucatu), Unicamp (Campinas) e USP (São Paulo e Ribeirão Preto).

Remuneração

Na residência médica, os profissionais recebem uma bolsa de R$2200 do Ministério da Educação. Já no segundo ano da especialização, é possível atuar em plantões extras, o que faz com que o salário atinja até R$5000 mensais. Depois que um médico conclui a residência, os ganhos aumentam consideravelmente, seja atuando em clínicas e hospitais públicos ou privados.

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