
Apesar de determinação da Justiça, nenhum ônibus circulou pela cidade de Curitiba nesta quarta-feira (15) pela manhã, por causa da greve dos cobradores e motoristas, que começou na madrugada de terça-feira (14). O sindicato da categoria (Sindimoc) decidiu não cumprir duas ordens judiciais que diziam que 50% da frota, que conta com mais de 1.900 veículos, continuasse funcionando a partir das 5h30 da manhã.
A paralisação dos ônibus prejudicou o trânsito da cidade e acabou congestionando o serviço de táxis, já que os 2.500 veículos não são suficientes para atender a demanda causada pela greve dos ônibus. A paralisação, ao lado da chuva que não parou de cair na cidade nesta terça-feira, fez com que a cidade registrasse o maior congestionamento de 2012 até o momento. A informação é do secretário de Trânsito de Curitiba, Marcelo Araújo.
A Urbs, empresa que pertence à Prefeitura e que faz a administração do transporte coletivo em Curitiba, cadastrou aproximadamente 150 vans para trabalharem como lotações durante a paralisação. Os veículos podem cobrar até R$ 5 por pessoa, o dobro do preço dos ônibus. Normalmente, as vans são proibidas para fazer esse tipo de transporte na capital paranaense.
Mesmo com o anúncio da greve de cobradores e motorista já na semana passada, a empresa decidiu fazer o cadastramento das vans a partir desta terça, quando a greve efetivamente começou. A demora para iniciar o cadastro das vans acabou atrasando o início do transporte alternativo na cidade.
Na assembleia realizada na noite de ontem (14), cobradores e motoristas recusaram mais uma proposta oferecida pelos donos das empresas. O valor foi definido em conciliação com o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e previa 8% de aumento, além de vale refeição de R$ 200, enquanto o atual é de R$ 105. Já os funcionários pedem aumento de 15% e vale alimentação de R$ 300 por mês.
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