
Há cerca de uma semana, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que havia uma medida judicial que impedia a abertura do dossiê sobre o caso ISL, que poderá comprometer, segundo a BBC de Londres, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente de honra da Fifa, João Havelange. Nesta terça-feira (27), no entanto, o jornal suíço Handelszeitung informou que um tribunal nacional rejeitou o bloqueio ao dossiê. Dessa forma, se nenhum dos dirigentes recorrer da decisão, o documento será aberto em até 30 dias.
Os documentos falam sobre a falência da ISL, empresa que era parceira de marketing da maior autoridade internacional de futebol, e, supostamente, mostraria os dirigentes recebendo subornos de US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 186 milhões. Este é considerado o maior escândalo de corrupção da história da Fifa.
A assessoria de imprensa da Fifa disse que a entidade ficou sabendo da decisão do tribunal suíço e não irá recorrer, alegando que este é o posicionamento do presidente Blatter e da própria Fifa. Já a CBF disse apenas que a decisão é indiferente.
O processo judicial que trata da falência da ISL mostrou o pagamento de suborno a dirigentes da Fifa na década de 1990, mas essas informações seguem em sigilo devido a um acordo na Justiça. Dois cartolas da Fifa que confessaram ter recebido suborno pagaram multas e conseguiram se manter anônimos. Blatter pediu o sigilo por algum tempo, mas depois mudou de ideia e agora diz que quer divulgar as informações para limpar seu nome e da entidade. Porém, alegando uma liminar que o impedia de tomar tal atitude, o presidente da Fifa desistiu.
Já Teixeira diz que Blatter está com medo do que a divulgação deste documento poderá trazer, já que o atual presidente da Fifa era o secretário-geral da entidade no período das irregularidades, quando Havelange era o presidente.
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