
Aziz Ab’Saber foi um dos mais importantes geógrafos do Brasil, e também do mundo, já que em sua longa trajetória escreveu o meio ambiente brasileiro e mapeou florestas em todo o país. Uma das pessoas que melhor conheceram as florestas do Brasil, já alertava desde 2010 sobre erros na mudança do código florestal.
Em artigo publicado, Aziz Ab’Saber, colocava a importância de o Código Florestal ser conduzido por exímios especialistas, já que o sistema de florestas e biomas brasileiro é extremamente complexo, contando com climas diferentes macro biomas e muitos mini biomas, além das faixas de transição e também relicto de ecossistemas.
Assim Ab`Saber afirmava que as mudanças do Código Florestal brasileiro precisam ser levadas a cabo por pessoas que possuem competência e que sejam sensíveis a bioética. A forma como o Código esta sendo votado, modificado e conduzido como agora, favorece de modo simplório, como afirma Ab`Saber, desejos patrimoniais de classes que só defendem seus interesses pessoais.
São cidadãos de classes social privilegiada e que não tem vistas aos impactos vindouros da instalação de um código Florestal irresponsavelmente conduzido. Ab`Saber escreve que estas pessoas não buscam modelos técnicos e científicos que sejam adequados a recuperação de áreas que foram degradadas.
E a isto não se refere apenas na Amazônia, mas no Brasil Tropical Atlântico ou alhures. Estas pessoas que buscam a mudança do Código Florestal a qualquer custo não o são sensíveis a adoção de praticas agrícolas ecologicamente autossustentadas, como coloca Ab`Saber.
Em sentido mais amplo ele escreve que para promover mudanças necessárias no Código Florestal brasileiro, também são necessárias estudos específicos mais amplos e aprofundados em um Código de Biodiversidades, que deve levar em conta o amplo cenário em que se encontra a vegetação brasileira.
Ab`Saber discorre sobre todos os “poréns” de se estabelecer um novo Código Florestal que não leva em conta a realidade brasileira vivida em cada região, onde fazendeiros dominam e possuem poder de maior grau que governadores eleitos. E o reflorestamento de áreas com pinus e eucalipto seria uma tragédia, ainda maior, pois não se faz nem a diferenciação entre reflorestamento e florestamento.
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